Elza Fiúza/ABr

Consumo

Bons resultados constantes e consistentes

Em 2008, o desempenho do mercado desses medicamentos superou em unidades comercializadas o restante da indústria farmacêutica em 41%

 

O setor farmacêutico nacional é um dos que menos sofreu até o momento com a crise financeira internacional, amparado em novas patentes de genéricos, pesquisa e desenvolvimento e lançamentos de novos produtos. "A indústria farmacêutica não é nenhum cenário hipotecário (referência à crise provocada pelas hipotecas nos EUA), ele tem características próprias", avalia o diretor-executivo da Alanac, Walter Figueira. E um das áreas que fazem jus à sua afirmação é o de medicamentos genéricos. Em 2008, o desempenho do mercado desses medicamentos superou em unidades comercializadas o restante da indústria farmacêutica em 41%. O valor do faturamento foi 61% maior, de acordo com o balanço divulgado pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pro-Genéricos).

As empresas venderam 233 milhões de unidades de medicamentos em 2007 e outras 277,1 milhões de unidades em 2008, um incremento de 18,9%. Neste mesmo período, os fabricantes do segmento movimentaram US$ 2 bilhões, quando em igual período de 2007 as vendas de genéricos somaram US$1,522 bilhão, um adicional de 33%. No quarto trimestre, porém, período em que os efeitos da crise se agravaram no País, as vendas de genéricos registraram forte alta, ficando acima da média anual. Entre os meses de outubro e dezembro, as vendas em unidades registraram crescimento de 22,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em participação de mercado, os genéricos fecharam 2008 com 18% de market share (em unidades), percentual 14 % superior ao registrado em 2007, quando detinham 15,8% de participação. No total, a indústria farmacêutica brasileira comercializou 1,634 bilhão de unidades de medicamentos no período contra 1,514 bilhão de unidades em 2007, o que representa alta de 7,9%. Em valores, o mercado farmacêutico brasileiro movimentou no varejo US$14,669 bilhões contra US$12,169 bilhões em 2007, crescimento de 20,5%.

"Os investimentos em genéricos estão a todo vapor. Mesmo tendo qualquer grupo de interesses contrários, o setor tomou vulto e não tem retrocesso", avalia o presidente da Abrifar, José Abdallah, que espera para 2009 incrementos da ordem de 10%.

Ana Greghi
anagreghi@economiainterativa.com.br


15/02/2009

 

Comentários

Especialistas

Gostaria de dar sua opiniao e participar? Faça seu cadastro
 
ECONOMI@INTERATIVA
Home | Infra Estrutura | Consumo | Direitos & Deveres | Finanças | Inovação | Sustentabilidade & Governança
Agronegócios | Carreiras & Educação | Empresas | Política & Poder | Sociedade
Expediente | Contato | Anuncie
Podcast

Para onde foi o dinheiro da CPMF?

Publicidade