O arábica de melhor qualidade, aroma requintado e sabor mais intenso, é cultivado principalmente na América do Sul e na América Central. No Brasil, é produzido principalmente em Minas Gerais, Paraná, São Paulo e em parte da Bahia. A espécie é predominante, responsável por 77,15% (36,5 milhões de sacas) da produção total nacional. O robusta, cultivado principalmente na África, é de trato mais rude e se adapta a altitudes mais baixas. Não possui sabores variados e refinados como o arábica, mas seu teor de cafeína é o dobro. É muito usado para a fabricação de cafés solúveis. Seu preço no mercado internacional é mais baixo. Aqui no País, onde foram colhidas em 2008 10,5 milhões de sacas (22,85% da produção total) prevalece no Espírito Santo (70%) e em Rondônia (18%).
Maiores exportadores
O Brasil detém o primeiro lugar nas exportações de café, com a média anual de 35% do mercado, seguido. O Vietnã, segundo colocado, com 12%, vende o conillon. A Colômbia, terceiro lugar, com 10%, perde em quantidade, mas mantém a fama de produzir um café arábica de alta qualidade.
Os outros principais exportadores de café são: Indonésia, Etiópia, Índia, Guatemala, México, Peru, Uganda, Honduras, Costa Rica, Costa do Marfim, El Salvador, Nicarágua, Papua-Nova Guiné, Equador, Tailândia, Tanzânia, Camarões, Quênia, Venezuela, Malawi e Jamaica.
Qualidade 4 C
O Código Comum para a Comunidade Cafeeira, conhecido popularmente como 4C, é um padrão criado pelo governo da Alemanha para aprimorar a qualidade do café em todos os países. Levou quatro anos para ser elaborado e, desde o ano passado, está sendo utilizado para qualificar produtos vendidos no mercado internacional. Segundo dados da Associação 4C, sediada em Berlim e responsável pela norma, atualmente 4,4 milhões de sacas, 3,5% da oferta global de café são produzidos de acordo com os critérios estabelecidos.
O programa está estruturado quanto à matriz técnica, o sistema operacional, os serviços de apoio aos cafeicultores e os modelos de verificação. O Brasil apresenta grande vantagem competitiva e participa com mais da metade do café comercializado como 4C. A Cooxupé é uma unidade 4C desde 2007. Joaquim Libânio Ferreira Leite, um dos superintendentes da cooperativa, preside a Junta Executiva do 4C no Brasil e aponta o avanço: "O programa se fortaleceu pelo fato de englobar representantes dos setores produtivo, de comércio, de indústria e também de serviços. No Brasil, as exigências pareciam enormes para os produtores, mas hoje a sustentabilidade é um caminho sem volta, sem função dos padrões impostos pelo mercado."
Luiz Carlos Ramos
lcramos@economiainterativa.com.br
21/01/2009