Divulgação/Unidas

Consumo

Tempo bom para locadoras de carros

Daqui para frente as empresas de locação de automóveis terão cada vez mais que buscar eficiência, produtividade e rentabilidade, em ambiente de crescimento com resultado

 

O primeiro trimestre de 2009 será um período de relativa estabilidade para o mercado de locação de automóveis. "A partir daí veremos o que vai acontecer", completa Antonio Lemos, presidente da Unidas, uma das maiores empresas do setor, que em setembro último comemorava crescimento acumulado do faturamento de locações da ordem de 25% em relação a igual período do exercício passado. "O mercado arrefeceu um pouco neste último trimestre, mas isto certamente será compensado pelo aumento da procura no segmento de viagens de turismo interno. Com o dólar no patamar em que está, as pessoas vão preferir viajar pelo Brasil mesmo. É mais barato", acrescenta o executivo.

A Unidas se declara líder do mercado brasileiro de terceirização de frotas com cerca de 30 mil veículos, atendendo mais de 780 clientes corporativos em todo o Brasil. No negócio de locação direta a empresa dispõe de 6,4 mil automóveis. Sua área de gestão de frotas responde hoje por 74% do faturamento e a de locação de carros pelos restantes 26%.

Fundada em 1985, a Unidas foi adquirida em 2001 pelo Grupo SAG (Soluções Automóveis Global), maior sociedade automotiva portuguesa. No Brasil mantém 129 postos de atendimento entre pontos de locação e serviços corporativos.

Lemos enfatiza que daqui para frente as empresas de locação de automóveis terão cada vez mais que buscar eficiência, produtividade e rentabilidade, "num ambiente de crescimento com resultado". De acordo com ele, "a Unidas trabalha com custos financeiros muito competitivos, o que não quer dizer que vamos continuar trabalhando com os preços atuais". Afinal, argumenta, "nossos principais insumos, carro e dinheiro, estão hoje mais caros do que no início do ano"

Se no varejo Lemos recomenda cautela, no atacado, o presidente da Unidas está bem otimista quanto ao cenário que se apresenta para o setor de aluguel de carros. A elevação do custo do dinheiro mais a acentuada depreciação dos automóveis observadas atualmente fazem com que as empresas pensem duas vezes na hora de decidir como pretendem ampliar suas frotas de veículos. "A opção tem sido pela terceirização em detrimento da frota própria e essa é uma tendência que está se tornando realidade. Aumentou a necessidade da terceirização da frota e já sentimos isso na empresa com o crescimento da demanda dos clientes atuais e dos novos também", afirma Lemos. Como indicador desse caminho, ressalta que mantém um índice de renovação de contratos de aproximadamente 80,%.

Polícias aparelhadas

Na Abla a preferência do mercado, em especial das grandes corporações, pela terceirização da frota já são favas contadas. As estatísticas divulgadas pela entidade revelam que, em 2007, 55% do faturamento das locadoras - o equivalente a R$ 1,91 bilhão, dos R$ 3,49 bilhões que esse negócio movimenta no País - foram originados com a terceirização de frotas em diferentes setores da economia. No final de 2007, segundo a entidade, as polícias dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás, e também a Guarda Metropolitana de São Paulo, já estavam aparelhadas ou em vias de serem aparelhadas com viaturas terceirizadas.

Nesse tipo de prestação de serviço, segundo a Abla, uma das vantagens é que a própria locadora realiza reparos e arca com os custos da manutenção preventiva e corretiva de pequenas avarias. Os casos mais graves geralmente são destinados pela locadora para oficinas credenciadas, também sem ônus para o poder público.

O presidente da Unidas lembra que se de um lado observa-se um aumento da demanda puxada pela terceirização, de outro a oferta de serviços está cada vez mais "limitada às empresas que melhor se prepararam para esse momento". É o caso, segundo ele, da Unidas, hoje respaldada pela emissão de R$ 250 milhões em debêntures, no prazo de quatro anos, realizada em meados deste ano, para "aquisição de carros novos e redução do endividamento da companhia. Com isso, obviamente, estamos hoje em um momento mais confortável e de estabilidade", acrescenta. O pedido de autorização para oferta de debêntures foi encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em junho último junto com a solicitação para abertura de capital da companhia, o que a nivelou em categoria, em agosto, a um dos seus principais concorrentes, a Localiza.

O aumento da frota foi uma das razões do lançamento das debêntures, mas não a principal. "Nossa maior preocupação era aumentar a liquidez da empresa. A frota terá um crescimento moderado. Temos que agir de forma cautelosa para enfrentar o que vem pela frente, mas também buscando rentabilidade e as oportunidades de negócios que hoje são muitas e muito boas", explica Antonio Lemos.

Amundsen Limeira
alimeira@economiainterativa.com.br
 


14/12/2008

 

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